Símbolos da Câmara Municipal

Armas do Município de Vila Nova de Gaia

Escudo de prata, com uma torre de negro, aberta e iluminada do campo, rematada de um homem sainte, vestido de vermelho e tocando uma buzina de oiro. A torre é acompanhada por dois cachos de uvas de oiro, folhados e troncados de verde. Em chefe, dois escudetes das armas antigas de Portugal; em contrachefe duas faixas ondadas de azul.

Coroa mural de cinco torres de prata e listel com a legenda Vila Nova de Gaia a preto.

Bandeira gironada de amarelo e negro, cordões e bolas de oiro e de negro, haste e lança doiradas.

Selo circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação das cores. Em volta, dentro do círculo, a legenda atrás indicada.

(Portaria n.º 7883, Diário do Governo n.º 213 (Iª série) de 10 de setembro de 1934 e legislação posterior aplicável). 




Significado das Armas Municipais

Como aconteceu com os municípios de todo o país, as presentes armas do de Vila Nova de Gaia resultaram da reforma imposta pela Circular da Direção Geral de Administração Política e Civil de 14 de Abril de 1930, que levou à substituição em 1934 das até então em uso, as quais tinham sido ordenadas em 1850 e que ainda hoje se podem ver na fachada dos Paços do Concelho e do Mercado da Beira Rio.

Sabe-se que Gaia e Vila Nova tiveram armas e selo na Idade Média e que durante a Época Moderna os pelourinhos de ambos os concelhos ostentavam, respetivamente, as armas nacionais encimadas por uma cruz e uma cruz da Ordem de Cristo. Depois de 1834 e até 1850, o município de Vila Nova de Gaia usou as armas nacionais ladeadas por duas serpes ou dragões alados, cada um com sua bandeira, encimadas por um elmo tendo por timbre uma outra serpe ou dragão espanejando as asas. O brasão proposto naquele ano apresentava-se partido, de um lado o Castelo de Gaia, com a águia romana, e do outro a Fortaleza da Serra do Pilar com a bandeira azul e branca, tendo ao centro as armas nacionais e a legenda Meã Villa de Gaya, encimado por uma coroa de cinco torres com um guerreiro a tocar uma buzina identificado com o Rei Ramiro da Lenda de Gaia.

As armas propostas pelo Instituto Português de Heráldica e aprovadas pelo município a 28 de junho de 1934, que ainda hoje estão em uso, mantiveram algumas peças das antigas, como o guerreiro a tocar a buzina e uma única torre e, em vez das armas nacionais, os escudetes antigos de Portugal. O seu significado foi também simplificado, passando a ser o seguinte: a torre central significa o «esforço regional»; a sentinela vigilante dá-lhe «o significado heroico»; a buzina significa «fidelidade» e as uvas a «riqueza local»; os escudetes antigos «o valor de Gaia na fundação da nacionalidade, as faixas ondadas, o Rio Douro.

Quanto aos esmaltes e cores aí presentes, a prata significa humildade e riqueza «qualidades dos naturais da região»; o preto, firmeza, obediência, honestidade e cortesia; o vermelho, guerra e vitória; o ouro, nobreza, fidelidade e poder; o verde, esperança e fé.

A bandeira do município tirou as cores amarela das uvas e preta da torre. Com a elevação da sua parte urbana à categoria de cidade em 1984, o que aliás o município já tinha requerido e justificado em 1850, a coroa mural passou a ter cinco torres e a bandeira gironada, ou seja, composta por oito peças triangulares a partir de um ponto central, alternadas de amarelo e preto.

As armas das freguesias gaienses começaram a ser ordenadas a partir da década de oitenta do século passado. 





A nova Marca Gráfica do Município de Vila Nova de Gaia foi concebida com o propósito de reforçar a identidade do Município, fazendo prevalecer elementos visuais que, sendo facilmente identificáveis, sublinham a importância simbólica da Autarquia enquanto estrutura promotora da identidade coletiva.

Gaia é singular, única, mas ao mesmo tempo plural. Tem tradição e modernidade, passado e futuro. Tem campo e mar. Tem cultura e tecnologia, conhecimento e empresas. Desdobra-se em quatro grandes áreas que abraçam quatro mundos num só: natureza, energia, património e vida.

Gaia é o vermelho rubi do vinho que soubemos criar ao longo da nossa história, que nos marca como um povo de trabalho duro e sem medo de carregar nos ombros o futuro de um país.

Gaia é a árvore que nunca morre e que cresce para abrigar com a sua sombra as brincadeiras das nossas crianças, nos parques, nos lugares, na cidade que se estende ao ritmo do tempo. Cuidamos do verde que nos abriga para que o Sol possa sempre encontrar alguém para brilhar.

Gaia é a energia que norteia o norte e que se redobra no amarelo dos dias em que o sol nos abençoa a alma.

É aqui que vive a vida. Gaia tem o azul do céu e do mar juntos num doce romance que convida a viver paixões que duram para sempre e nos fazem sorrir e sonhar.

Somos (de) Gaia, temos dentro de nós as cores do mundo que fazem o mundo fazer mais sentido.



Gaia é terra-mãe numa relação fortíssima com a Natureza. A primeira dimensão da marca de Gaia é, desde logo, a própria Natureza em que Gaia é rica. A natureza que é uma tessitura de todos os gradientes do verde. Num princípio do maior respei¬to pelos valores da natureza e do ambiente. Um território na-tural costurado em história, me¬mórias e tradições. Um univer¬so de 24 freguesias com uma indelével personalidade que comungam para a identidade comum do concelho. É o colori¬do das comunidades locais e da sua sintonia com a terra mãe, com a Natureza.



Falar de energia é falar do sol, da vida e do trabalho. É falar das pessoas, das instituições e das empresas e das sinergias que se criam entre elas. É falar do potencial humano, da vonta¬de de fazer, criar e agir. É falar do esforço humano e do valor do trabalho. É falar da própria orgânica da vida que não se de¬tém. É falar de um concelho em que as pessoas estão no centro e em primeiro lugar. É falar de uma economia da relação e da interação em que todos cola¬boramos com o melhor que te¬mos para o bem de todos.



A vida das pessoas num espaço físico conta uma história. Faz História. Vila Nova de Gaia tem um passado histórico e cultural já longínquo e muito rico. Tradi-ções e festas populares enchem de vida o concelho em notas de genuinidade e de autenticidade que lhe fortalecem o caráter. O seu património arquitetónico pode ver-se multiplicado em postais pelo mundo fora. Por cada gaiense há 3,5 turistas a visitar o património das Caves de Vinho do Porto.



A ligação à água, ao oceano Atlântico, ao rio Douro e aos inúmeros rios e ribeiras que atravessam o concelho e que marcam muita da atividade so¬cial e económica da maioria dos gaienses é outra das dimensões que a marca de Gaia traduz. Gaia flui em direção ao futuro e ao desenvolvimento. Tem sede de progresso e de prosperida¬de. Água é vida como cada um de nós é 60% feito de água. Como também cerca de 71% da superfície da Terra é cober¬ta por água em estado líquido. Vida a celebrar. Vida no sentido biológico e humano na sua liga¬ção com a água. 302.295 vidas humanas individuais as quais é preciso celebrar.

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